Homeopatia

Homeopatia da Termodinâmica Quântica

As fórmulas da mecânica quântica homeopática, ou fórmulas da homeopatia quântica, tratam da versão homeopática da equação de Schrödinger, ou equação da função de onda homeopática, onde Ψ tem natureza vetorial; mas tratam também do cálculo quântico da função de onda homeopática, ou cálculo da função de onda da homeopatia quântica, onde Ψ² tem a natureza de função propriamente dita e descreve a probabilidade da partícula ser encontrada em determinado ponto ou lugar no espaço.

Além da equação de Schrödinger e do quadrado complexo referente ao cálculo quântico, o estudo da natureza peculiar dos quarks também é importante para o entendimento da termodinâmica homeopática da mecânica quântica.

As partículas fundamentais denominadas de quarks foram inferidas em 1964, pelo físico americano Murray Gell-Mann e o físico russo americano George Zweig, tendo a existência dessas subpartículas nucleares sido confirmada nos experimentos realizados pelos físicos americanos Jerome Friedman e Henry Kendall, e pelo físico canadense Richard Taylor, cujos resultados foram apresentados inicialmente em 1968.

Esses experimentos revelados por Friedman, Kendall e Taylor se caracterizaram pelo espalhamento inelástico profundo de elétrons em prótons e nêutrons, e foram desenvolvidos entre 1967 e 1976 no Centro de Aceleração Linear de Stanford, na Califórnia (em inglês, Stanford Linear Accelerator Center – SLAC).

O físico japonês Kazuhiko Nishijima foi também um importante nome no desenvolvimento da atual teoria de quarks e glúons, os quais quarks, assim como os elétrons, são partículas ditas leves e por isso são chamadas de léptons.

Partículas que sejam compostas por subpartículas de quarks e glúons são chamadas de hádrons, a exemplo de mésons e de prótons e nêutrons, estes dois que são as partículas pesadas dos átomos, os bárions nucleares. Já os glúons, são bósons de calibre, bem como os fótons e as partículas de Higgs. Os glúons, nesta hipótese antiquântica, ao contrário dos fótons, mas assim como os bósons de Higgs, são partículas massivas.

A redução da entropia pela cromodinâmica quântica, que é antiquântica, trata-se, fundamentalmente, de um fenômeno biológico associado à força do princípio vital e sua energia. A configuração cromodinâmica dos átomos leves de hidrogênio, os prótios ou monotérios, com dois quarks up e um quark down, é particularmente redutora da entropia, o que explica a predileção dos organismos vivos por esses átomos presentes na água e nas moléculas orgânicas. Todavia, qualquer configuração cromodinâmica reduz a entropia, pela natureza antiquântica das interações envolvidas entre quarks de um modo geral.

Um sistema atômico qualquer abrange pelo menos cinco subsistemas corpusculares, quais sejam, um subsistema fotônico, um subsistema de elétrons na eletrosfera, um subsistema mesônico, um subsistema nuclear de glúons e um subsistema de quarks na quarksfera do interior dos bárions nucleares, estes que são chamados de núcleons. A rotação dos quarks é relativamente independente da rotação dos bárions nucleares que os contém. A energia antiquântica é uma propriedade da liberdade assintótica ordenada pela força forte.

1) Versão homeopática da equação de Schrödinger:

A equação de Schrödinger independente do tempo é aplicável a sistemas minerais e biológicos, sendo importante na homeopatia e na medicina integrativa, definindo a equação de onda da homeopatia ou equação homeopática da função de onda. A função de onda da homeopatia é a sobreposição de estados do princípio ativo, que está simultaneamente diluído ou disperso e concentrado ou precipitado. Então, no colapso da função de onda, o princípio ativo se define em partícula referida ao organismo tratado.

H Ψ = E Ψ

Onde: H = operador clínico ou homeopático da solução; Ψ = função de onda da solução e vetor de estado do soluto; E = observável clínico do soluto.

2) Cálculo da função de onda homeopática:

A integral de Ψ² com os limites de integração entre menos infinito (- ∞) e mais infinito (+ ∞) mostra que qualquer partícula de soluto na solução homeopática pode ser referida a qualquer ponto do universo, de modo que sejam válidas as ultradiluições.

∫ Ψ² dx = 1

Onde: ∫ = integral cujos limites de integração são menos infinito (- ∞) e mais infinito (∞); Ψ² = quadrado de psi, que tem analogia com f(x) = y, e retrata a probabilidade do soluto ser encontrado em algum ponto ou lugar no espaço; dx = diferencial de x, que significa em relação a “x” ou em respeito a “x”; 1 = 100%.

3) Colapso da função de onda homeopática:

Nesta hipótese de Venturelli, a equação da função de onda se aplica à homeopatia de tal forma que no entrelaçamento quântico, o qual ocorre entre o soluto e o solvente, a solução seja o estado ondulatório e o princípio ativo seja o estado corpuscular, este que se manifesta no paciente após o colapso da função de onda.

As aplicações clínicas ou homeopáticas são objetivas, pois dependem da formação teórica, prática e ética dos profissionais, e jamais da intencionalidade subjetiva da prescrição ou da vontade aplicada a um tratamento específico, isso tal qual ocorre nas demais especialidades médicas. Ou em outras palavras, o resultado do tratamento homeopático é apenas e tão somente um efeito medicamentoso normal e nunca paranormal ou de placebo. 

O que determina o colapso da função de onda, resultando na melhora clínica do quadro patológico ou na recuperação da saúde, quer dizer, resultando no observável clínico, não é a intenção do médico ou do paciente, mas o fenômeno impessoal da energia, neste caso, da energia vital, independentemente dos aspectos temperamentais ou quaisquer outras condições racionais, emocionais ou morais. Por isso mesmo, o observável clínico do operador homeopático depende da correta prescrição medicamentosa e da adequada farmacotécnica.

4) Reduções de entropia:

A cromodinâmica quântica explica o mecanismo pelo qual a água diminui a entropia de sistemas biológicos.

A hipótese antiquântica ou quarkquântica é especialmente inspirada no livro “O Que é Vida?” de Erwin Schrödinger e na interpretação de Copenhague, particularmente no princípio da complementaridade de Niels Bohr e no princípio exclusivo de Wolfgang Pauli, tendo sido relevante também, a ideia de divisibilidade nuclear dos átomos suscitada por Lise Meitner e Otto Frisch, bem como anteriormente a estatística de Ludwig Boltzmann sobre a entropia. No mais, vale ressaltar que se trata de um postulado da especialidade elaborada pelo médico alemão Samuel Hahnemann, em 1796, e que foi trazida ao Brasil em 21 de novembro de 1840, com a chega no Rio de Janeiro do médico francês Benoit Jules Mure.

Seja, então, o capítulo 6 do livro O Que é Vida?:

“Ordem, desordem e entropia” (Schrödinger)…

“O princípio geral aí envolvido é a famosa Segunda Lei da Termodinâmica (princípio da entropia) e sua igualmente famosa fundamentação estatística…”

“… E por evitar o rápido decaimento no estado inerte de ‘equilíbrio’ que um organismo parece tão enigmático. Assim é que, desde os mais remotos tempos do pensamento humano, afirma-se que uma força especial não-física ou sobrenatural (v/s viva, enteléquia) opera no organismo, e, em alguns recantos, ainda se afirma isso.”

“Como um organismo vivo evita o decaimento? A resposta óbvia é: comendo, bebendo, respirando e (no caso das plantas) assimilando. O termo técnico é metabolismo. A palavra grega μεταβολισμός quer dizer troca ou câmbio. Câmbio do quê? Originariamente, a ideia básica era, sem dúvida, troca de material. (Por exemplo, a palavra alemã para metabolismo é Stoffwechsel [Stoff (matéria), Wechsell (troca)]). É absurdo que a troca de material deva ser o essencial. Qualquer átomo de nitrogênio, oxigênio, enxofre e etc. é tão bom quanto qualquer outro de seu tipo. O que se ganharia em trocá-los? Por algum tempo, no passado, nossa curiosidade foi silenciada por nos dizerem que nos alimentávamos de energia…”

“… Para um organismo adulto, o conteúdo de energia é tão estacionário quanto o conteúdo material. Já que, por certo, uma caloria é tão boa quanto qualquer outra, não se consegue ver qual o interesse de uma troca pura e simples.”

“O que é então esse algo tão precioso contido em nosso alimento, e que nos livra da morte? A isso responde-se facilmente. Todo processo, evento, ocorrência – chame como se quiser – numa palavra, tudo o que acontece na Natureza significa um aumento da entropia da parte do mundo onde acontece. Assim, um organismo vivo aumenta continuamente sua entropia – ou, como se poderia dizer, produz entropia positiva – e, assim, tende a se aproximar do perigoso estado de entropia máxima, que é a morte. Só posso me manter distante disso, isto é, vivo, através de um processo contínuo de extrair entropia negativa do ambiente, o que é algo muito positivo, como já veremos. Um organismo se alimenta, na verdade, de entropia negativa. Ou, exprimindo o mesmo de modo menos paradoxal, o essencial no metabolismo é que o organismo tenha sucesso em se livrar de toda a entropia que ele não pode deixar de produzir por estar vivo.”

4.1) Energia quarkquântica ou antiquântica:

A energia antiquântica foi inferida por este médico, na forma de níveis antiquânticos, no livro Teoria Bioquântica Astroatômica, elaborado na Cidade do Rio de Janeiro (RJ), em Petrópolis (RJ) e no Hospital Naval de Ladário (MS), sendo registrado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (RJ) em 1994, tendo sido publicado pela editora Sul das Gerais, na Cidade de Pouso Alegre (MG) em 1995. Todavia, em 1933, Wolfgang Pauli já havia postulado uma teoria antimaterial da energia, ao demonstrar que um operador autoadjunto, ao observável tempo, implicaria em valores positivos e negativos da energia quântica.

A energia antiquântica é uma propriedade da liberdade assintótica ordenada pela força forte. A força forte exercida pelos glúons reduz a entropia das partículas elétricas, pela diminuição da amplitude oscilatória dos quarks, em liberdade assintótica, particularmente entre quarks de mesma carga elétrica, sendo mais notadamente entre dois quarks up.

Vez que as moléculas de água leve possuem um excedente de quarks up, tais moléculas são importantes na redução da entropia biológica, pela limitação das oscilações dos quarks up, podendo se dizer, então, que estes são mais redutores da entropia do que os quarks down, mas na verdade, a diminuição da entropia é devida à força forte.

Além da água, os átomos de hidrogênio nas moléculas orgânicas também são importantes na redução da entropia biológica, devido à sobra de quarks up, assim, o estudo das reações químicas e do metabolismo se torna fundamental ao conhecimento da termodinâmica dos seres vivos.

A energia quântica promove entropia positiva e a energia antiquântica promove entropia negativa.

Entropia negativa é uma decorrência da atividade da força forte exercida pelos glúons dos bárions nucleares, caracterizando a liberdade assintótica dos quarks.

A interação entre dois quarks up, mas também entre dois quarks down e até entre um quark up e um quark down, é regida pela força forte e se comporta como liberdade assintótica, uma disposição antiquântica da energia nuclear dos átomos, que reduz a entropia de sistemas celulares e da vizinhança imediata desses sistemas biológicos microscópicos.

4.2) Quarks up reduzem mais a entropia:

A força forte é a interação entre partículas de mesma carga elétrica, ou de cargas elétricas de mesmo sinal, sendo que os quarks up têm cargas iguais nos prótons, por isso esses quarks ligados entre si, por glúons, são responsáveis por maior redução da entropia, pois embora os quarks down também tenham cargas iguais nos nêutrons, essas cargas dos quarks down possuem menor intensidade em termos modulares.

Ao interagir especialmente entre cargas elétricas iguais, a força forte é tanto maior quanto maiores forem as cargas elétricas iguais entre si.

Ou seja:

Qualquer quark up tem carga elétrica igual a + 2/3 enquanto que qualquer quark down tem carga elétrica igual a – 1/3 (menor em módulo do que a carga do quark up).

Carga do quark up = + 2/3.

Carga do quark down = – 1/3.

Por possuírem cargas maiores, dois quarks up unidos têm maior força forte e menor liberdade do que dois quarks down unidos, assim, os quarks up diminuem mais a entropia biológica em relação aos quarks down.

Em outras palavras:

Os quarks up são os principais redutores da entropia nos sistemas biológicos.

4.3) Força forte e entropia fraca:

Em sendo discreta a magnitude das oscilações dos quarks, a desordem dessas partículas é limitada e a ordem prevalece (utilizando a terminologia de Schrödinger sobre ordem e desordem na definição de entropia). Ou em outras palavras, a restrição da amplitude oscilatória dos quarks restringe também as configurações da estatística térmica ou espacial e temporal de seus microestados.

Portanto, a força forte com sua liberdade assintótica é um fator determinante na redução da entropia de sistemas biológicos.

4.4) Equação da entropia estatística:

S = k . ln ω

Onde: S = entropia; k = constante de Boltzmann; ln = log natural = log na base 2,718 (número de Euler); ω = número de microestados.

4.5) Interpretação da fórmula de Boltzmann da entropia pela hipótese de Venturelli:

A liberdade assintótica da força forte diminui o número de microestados na fórmula de Boltzmann porque restringe as oscilações dos quarks em termos quantitativos, mas não qualitativos, ou seja, os quarks têm oscilação em rotação, vibração, translação e transição, mas quantitativamente restritas.

Os estados quânticos dos quarks são menos quantitativos em relação aos estados quânticos dos elétrons, porque estes são consideravelmente mais livres do que aqueles. E isso também se aplica aos estados quânticos dos bárions nucleares, além disso, o spin de um próton é relativamente independente dos spins de seus quarks.

4.6) Níveis antiquânticos:

Os quarks reunidos no centro de um bárion nuclear, relativamente próximos entre si, possuem mais energia cinética do que quando se afastam para a periferia desse bárion, isso devido ao fenômeno da liberdade assintótica, deste modo, os níveis quânticos dos quarks são inversos. Quanto mais próximos entre si e do centro de um bárion nuclear, mais energia possuem os quarks.

Em relação aos números quânticos, os números antiquânticos têm sinais opostos, inclusive os valores modulares podem ser representados por sinais contrários também, quer dizer, uma excentricidade matemática admissível pela natureza da energia antiquântica prevista por Wolfgang Pauli, ou seja, de uma natureza antimaterial da energia, que é representada por uma matemática heterodoxa.

5) Números quânticos e antiquânticos:

Os números quânticos estão relacionados à ideia de função de onda ou orbital do lépton atômico, quer dizer, a região no espaço onde seja maior a probabilidade do elétron ser encontrado.

5.1) Número quântico principal: É a posição do elétron ou do quark.

É admitido que o número quântico ou antiquântico principal, n, ao identificar a posição do lépton seja o tamanho do orbital. Trata dos níveis quânticos dos elétrons e dos níveis antiquânticos dos quarks.

5.2) Número quântico secundário ou azimutal: É o momento angular do elétron ou do quark.

O número quântico ou antiquântico secundário, l, indica o momento angular orbital do lépton, por isso, define também o formato do orbital. Trata dos subníveis quânticos dos elétrons e dos subníveis antiquânticos dos quarks.

5.3) Número quântico magnético: É o vetor do momento angular do elétron ou do quark.

Este número quântico ou antiquântico, ml, chamado de magnético, indica a orientação espacial do orbital do lépton no átomo. Mais especificamente, é o vetor do momento angular orbital do elétron ou do quark.

5.4) Número quântico magnético de spin: É o magnetismo da rotação do elétron ou do quark.

Este número quântico ou antiquântico, ms, chamado de magnético do spin, indica a orientação espacial da rotação corpuscular no orbital do lépton atômico. Mais especificamente, é o vetor do momento angular de giro ou rotação do elétron ou do quark.

6) Sobreposição de estados:

Pela hipótese de Venturelli, a equação de Schrödinger (ou equação da função de onda) ou ainda, equação de onda da homeopatia, então, é a manifestação matemática da energia vital na ciência homeopática da medicina natural. Na função de onda homeopática, o caráter ondulatório e o caráter corpuscular são considerados estados quânticos complementares e a sobreposição quântica dos mesmos é admissível.

6.1) Entrelaçamento quântico:

O mecanismo de ação da homeopatia pode ser fundamentado pela mecânica quântica: Neste caso, ocorre um entrelaçamento quântico entre o soluto e o solvente na solução medicamentosa. Uma vez emaranhados na dispersão, o disperso e o dispersante formam um sistema singular, emaranhado e individualizado, com propriedades medicinais ou curativas as quais poderão ser administradas ao paciente a ser tratado.

O mesmo não acontece com rios, lagos, esgotos e etc., porque as dispersões homeopáticas apresentam volumes compatíveis com as dimensões teciduais dos organismos vivos. As ondas do mar não se manifestam em um frasco de solução medicamentosa, pois as grandezas homeopáticas são citológicas e histológicas, mas não geográficas.

Em outras palavras, as dispersões de esgotos, rios, lagos, mares e oceanos são dispersões de dimensões geográficas, enquanto que as soluções homeopáticas são dispersões de dimensões orgânicas.

Assim, pequenas modificações na configuração eletrônica e magnética das substâncias diluídas, induzidas pelo emaranhamento quântico, ou seja, determinadas por padrões de spin eletrônico atribuídos ao estado entrelaçado, podem desencadear amplos e profundos incrementos funcionais aos remédios, em conformidade ao efeito borboleta da teoria do caos.

É de se notar que o fenômeno do entrelaçamento quântico possa ser definido como sendo a sobreposição de estados quânticos envolvendo mais de uma partícula.

6.2) Memória da água:

Na química, as funções de onda são quantizadas pelos números quânticos em três dimensões designadas por “n” (tamanho do orbital), “l” (formato do orbital) e “ml” (orientação do orbital). Neste sentido, Ψ tem um componente radial, R, dado pelo raio “r”, e um componente angular, Y, dado pelos ângulos θ (teta) e φ (phi), como a seguir…

Ψ (x, y, z) = Ψ (r, θ, φ) = R(r) . Y (θ, φ)

Onde: Ψ = função de onda, R ≅ “n”, Y ≅ “l”, θ e φ ≅ “ml”.

A memória aquática é cada registro da energia de um estado quântico específico do soluto em relação ao solvente. O que caracteriza o estado quântico de memória da água é a posição da partícula representada pelo número quântico principal, o momento angular orbital representado pelo número quântico secundário, o vetor do momento angular orbital representado pelo número quântico magnético e o momento angular de giro ou rotação e seu vetor representado pelo número quântico magnético do spin.

Quer dizer, a memória da água em face de um princípio ativo se define pela posição e pelo momento angular de suas partículas, o que fornece informações sobre a energia potencial e cinética, de cada uma das partículas do soluto e do solvente na solução emaranhada.

Do mesmo modo que na mecânica quântica há a dualidade entre partícula e onda, e os estados quânticos podem estar em sobreposição, na homeopatia o princípio ativo pode ser encontrado como soluto particular ou ondulatório na solução homeopática.

7) Dispersões:

Misturas químicas são dispersões e estas podem ser soluções, coloides e suspensões. O dispersante ou dispergente é a substância que está em maior quantidade e promove a dispersão, ao passo que o disperso é a substância espalhada que se encontra em menor quantidade.

As misturas homogêneas apresentam apenas uma fase, enquanto que as misturas heterogêneas possuem mais de uma fase.

7.1) Soluções: São misturas homogêneas, que caracterizam sistemas quânticos.

Nas soluções, o disperso apresenta dimensões de até um nanômetro ou dez angstroms (até 1 nm ou 10 Å) o que significa que as soluções são sistemas quânticos, isso porque são átomos ou íons, ou ainda, pequenas moléculas dispersas. Deste modo, o soluto e o solvente apresentam propriedades quânticas na solução, tais como sobreposição de estados e entrelaçamento, estando sujeitos ao colapso da função de onda, em determinadas condições.

7.2) Coloides: Estão na transição entre misturas homogêneas e heterogêneas.

Quando a substância dispersa apresenta dimensões entre um nanômetro e mil nanômetros ou um micrômetro (de 1 nm até 1.000 nm ou 1 μm) as dispersões são misturas heterogêneas e apresentam propriedades intermediárias entre sistemas quânticos e sistemas gravitacionais, podendo ser do tipo aerossol, espuma, emulsão e sol ou gel.

7.3) Suspensões: São dispersões com propriedades gravitacionais.

São misturas heterogêneas cujos dispersos apresentam dimensões maiores do que mil nanômetros ou um micrômetro (> 1.000 nm ou 1 μm) e estão sujeitos às leis gravitacionais e não quânticas, embora tenham suas propriedades químicas intrínsecas.

8) Soluções homeopáticas:

Soluções são misturas homogêneas caracterizadas por dispersões monofásicas de um soluto o qual é disperso em um solvente, este que vem a ser o dispersante ou dispergente.

Misturas químicas são dispersões e estas podem ser soluções, coloides e suspensões. O dispersante ou dispergente é a substância que está em maior quantidade e promove a dispersão, ao passo que o disperso é a substância espalhada que se encontra em menor quantidade. As misturas homogêneas apresentam apenas uma fase, enquanto que as misturas heterogêneas possuem mais de uma fase. Nas soluções, o disperso tem dimensões de até um nanômetro; nos coloides, o disperso tem dimensões entre um nanômetro e mil nanômetros ou um micrômetro; nas suspensões, o disperso tem dimensões maiores do que mil nanômetros ou um micrômetro.

A dualidade entre onda e partícula é a manifestação complementar de um sistema disperso (ondulatório) em relação a um sistema não disperso (corpuscular) estando tudo isso em conformidade ao princípio da complementaridade, do físico dinamarquês Niels Bohr, aplicado à homeopatia.

Ou seja, a onda tem analogia à dispersão, enquanto que a partícula tem analogia ao soluto não disperso, i.é, ao corpúsculo. A função de onda da homeopatia é a sobreposição de estados do princípio ativo, que está simultaneamente diluído ou disperso e concentrado ou precipitado. Então, no colapso da função de onda, o princípio ativo se define em partícula referida ao organismo tratado.

8.1) Princípio da semelhança:

No parágrafo 22 do Organon, Samuel Hahnemann define assim o princípio da semelhança:

“… Por outro lado, conclui-se que, para a totalidade dos sintomas da doença a ser curada deve ser procurado o medicamento que evidenciou a maior tendência a produzir sintomas similares ou contrários…”

“… O outro possível método de emprego de medicamentos contra moléstias, além desses dois, é o método alopático, em que se dão medicamentos cujos sintomas não tem relação patológica direta com o estado mórbido, nem similar, nem oposta, mas bastante diferente dos sintomas da doença…”

8.2) Princípio das pequenas dosagens (ou princípio da complementaridade vital):

Doses altas ou massivas são tóxicas ou fatais enquanto que doses baixas ou suaves são medicamentosas ou vitais, conforme descrito por Hahnemann, preconizado por Paracelso e consoante ao princípio da complementaridade de Niels Bohr.

8.3) Princípio vital na homeopatia:

A energia vital, que é uma manifestação do princípio vital, promove o colapso das funções de onda da mecânica quântica, o que isso também se aplica à homeopatia.

A investigação de Freud sobre os sonhos o levou às noções metapsicológicas do inconsciente; mas do ponto de vista neuronal autonômico, os remédios homeopáticos atuam no sistema nervoso autônomo do tipo “meta simpático” ou metassimpático, quer dizer, aquele que é energético e está além do automatismo simpático e parassimpático.

8.4) Alguns outros parágrafos do livro Organon de Hahnemann:

§ 1: “A mais alta, senão a única, missão do médico é restabelecer a saúde nos doentes, o que se chama curar” (sanar ou sarar em adendo deste médico).

§ 9: “No estado de saúde do indivíduo reina, de modo absoluto, a força vital imaterial (autocrática) que anima o corpo material (organismo) de modo dinâmico, mantendo todas as suas partes em processo vital admiravelmente harmônico em suas sensações e funções, de maneira que nosso espírito racional que nele habita, possa servir-se livremente desse instrumento vivo e sadio para o mais elevado objetivo de nossa existência.”

§ 10: “O organismo material, destituído da força vital, não é capaz de nenhuma sensação, nenhuma atividade, nenhuma autoconservação. Somente o ser imaterial (princípio vital) que anima o organismo no estado saudável ou doente lhe confere toda a sensação e estimula suas funções vitais.”

9) Princípio vital pela termodinâmica:

A propriedade que os organismos vivos têm de converter energia física e química, em energia biológica, é manifestação de uma força originária de um princípio vital.

Os seres vivos conseguem empregar em seus sistemas, via de regra celulares, a redução da entropia que provém do arranjo antiquântico da energia nuclear dos átomos, particularmente daqueles constituintes da água e das moléculas orgânicas, mas também de outros átomos que circulam e permutam no metabolismo.

10) Energia vital:

A vitalidade de um organismo dependente mais da diminuição da entropia do que do aumento da energia.

Dr. Paulo Venturelli