Energia

Energia Vital

1) Introdução:

As frequências eletromagnéticas do tipo ELF (Extremely Low Frequency ou Frequências Extremamente Baixas) variam de 3 Hz a 30 Hz, e coincidem com as ondas cerebrais estudadas pelo médico alemão Hans Berger, entre 1924 e 1929. As fontes naturais de ELF incluem o campo magnético da Terra nas interações com o vento solar e a ionosfera, além da Ressonância Schumann, que é um conjunto de ondas eletromagnéticas no espectro de frequências extremamente baixas (ELF), os quais pulsos são gerados pela atividade elétrica da Terra, como raios ou relâmpagos, em que essas ondas ficam retidas e entram em ressonância na cavidade natural formada entre a superfície da Terra e a ionosfera; essa frequência fundamental prevista pelo físico alemão Winfried Otto Schumann, em 1952, é de aproximadamente 7,83 Hz (que é uma frequência utilizada por cientistas para monitorar o clima global e a atividade de tempestades).

É interessante ressalta, todavia, que Nikola Tesla descobriu o fenômeno da ressonância eletromagnética da Terra por volta de 1899, em Colorado Springs, ao observar raios atmosféricos, décadas antes de Winfried Otto Schumann calcular matematicamente a ressonância de 7,83 Hz em 1952. Tesla tentou usar essa frequência natural para transmissão sem fio de energia.

Relações entre a Ressonância Schumann e as oscilações neurais foram investigadas pelo médico francês Luc Montagnier, entre 2009 e 2012, ao defender a hipótese de memória da água proposta pelo médico francês Jacques Benveniste, entre 1988 e 1992. As fontes artificiais de ELF incluem as linhas de energia (transmissão e distribuição), as quais são uma das principais fontes artificiais de campos ELF devido à circulação de corrente alternada (CA) nas frequências padrão da rede elétrica, que são de 50 ou 60 Hz na maioria dos países. Deste modo, equipamentos elétricos e eletrodomésticos são dispositivos que operam com corrente alternada e promovem ondas ELF. Por outro lado, assim como eletrodomésticos, os equipamentos industriais também operam com tais correntes alternadas e, deste modo, são outras fontes secundárias de campos ELF em suas proximidades.

Pela definição da União Internacional de Telecomunicações (ITU), o espectro ELF abrange de 3 Hz a 30 Hz. No entanto, algumas classificações alternativas na ciência atmosférica consideram a faixa de ELF estendida até 3 kHz (neste caso, as ondas ELF seriam de 3 Hz até 3 kHz, o que incluiriam as ondas gama do eletroencefalograma).

As ondas cerebrais, que são chamadas também de oscilações neurais, fundamentam a definição de energia vital.

Seja, então, a classificação das ondas cerebrais:

1.1) Ondas alfa (8 a 13 Hz): Vigília relaxada.

A amplitude das ondas alfa tende a ser maior em estados de repouso mental e olhos fechados, especialmente nas regiões posteriores do cérebro*. Essas ondas no EEG são predominantes quando uma pessoa está calma e com os olhos fechados, e diminuem de intensidade com a abertura dos olhos. Esse estado é associado ao relaxamento, sendo que as ondas alfa são importantes na inibição de certas áreas cerebrais e na transição para o sono. Promovem relaxamento e sensações de calma. Auxiliam na inibição de áreas corticais e são influentes na transição da vigília para o adormecimento.

* Variações de alfa: As variantes das ondas alfa incluem o “ritmo Mu” (localizado nas áreas centrais) e a “intrusão de ondas alfa” (observada em estados de sonolência ou durante o sono). 

1.2) Ondas beta (14 a 30 Hz): Vigília atenta.

São atividades cerebrais de alta frequência e baixa amplitude*, associadas à vigília, concentração, atenção, raciocínio e atividades mentais intensas, como resolução de problemas. Elas são o ritmo dominante quando o cérebro está alerta e processando informações do ambiente. Sinais de atividade mental ativa, como falar, ler ou realizar um raciocínio lógico. Ocorrem durante a resolução de problemas, tomada de decisões e análise de informações. Um excesso de ondas beta pode estar associado a níveis elevados de estresse, ansiedade e hiperexcitação, por outro lado, uma quantidade adequada de ondas beta é necessária para manter o foco e a concentração. As ondas beta do EEG são mais proeminentes nas áreas frontais e frontocentrais do cérebro.

* Subdivisões das ondas beta (com variações usuais na classificação das frequências):

§ Beta baixo (13,5 a 15 Hz): Associado à concentração silenciosa e focada. Foco calmo, atenção relaxada, estado de alerta “passivo”.

§ Beta médio (15 a 20 Hz): Ligado ao aumento de energia e desempenho. Atividade mental ativa, concentração em tarefas, raciocínio.

§ Beta alto (20 a 30 Hz): Relacionado a estresse significativo, ansiedade e alta excitação. Atividade mental intensa, agitação ou solução complexa de problemas.

1.3) Ondas gama (acima de 30 Hz): Vigília hiperatenta.

Especialmente entre 40 Hz e 140 Hz, estão associadas a funções cognitivas complexas como concentração profunda, aprendizado, memória e percepção. Elas indicam um estado de alta atividade cerebral e processamento de informações.

1.4) Ondas delta (abaixo de 4 Hz): Sono profundo.

São as ondas cerebrais mais lentas e de mais alta amplitude. Ondas delta são fundamentais para a regeneração do corpo, o fortalecimento do sistema imunológico, a consolidação da memória e o reparo de tecidos. Em adultos acordados, a atividade delta pode indicar certas condições patológicas, como lesões cerebrais, distúrbios metabólicos, ou efeitos de medicamentos sedativos. É a principal atividade observada durante o sono profundo e o coma.

1.5) Ondas teta (4 a 7 Hz): Sono REM (Rapid Eye Movement ou Movimento Rápido dos Olhos).

Ocorrem durante o sono leve e o sonho. É a frequência típica do sono REM*. Desempenham um papel na coordenação da memória e no processamento de informações. A atividade teta é mais proeminente em crianças e adolescentes, sendo considerada normal para essas faixas etárias. Em adultos acordados, a presença excessiva de ondas teta no EEG é considerada anormal.

2) Definição de energia vital:

A energia vital está distribuída por todo o universo e é uma energia de proporcionalidade astroatômica, conforme a seguinte equação…

E = L / V

Onde: E = energia vital em aquarius (aq); L = energia livre em joule (J); V = volume em metros cúbicos (m³).

A distribuição da energia vital se dá à semelhança do princípio de Pascal, quer dizer, vez que seja uma energia de proporcionalidade astroatômica, assim como a pressão em um fluido é dada pela fórmula…

P = F / A

Onde: P = pressão em pascal (Pa); F = força em newton (N); A = área em metros quadrados (m²).

A energia vital é dada pela fórmula E (aq) = L (J) / V (m³).

Do mesmo modo em que, pelo princípio de Pascal, a pressão é transmitida integralmente a todos os pontos de um fluido e às paredes do recipiente que contém esse fluido, tal como um aquário que contém água onde os peixes vivem, a energia vital também se transmite de forma proporcional ao átomo, à célula e ao sistema solar.

3) Quantização da energia vital:

Seja a equação…

E = h f

… A constante de Planck terá o valor da energia vital na unidade de um aquarius multiplicado pela unidade de tempo em segundo:

h = 1 aq s

Onde: E = Energia vital quantizada; h = constante de Planck = 1 aq s; f = frequência de onda eletromagnética em hertz.

Ou ainda:

ΔE = h f

Onde: ΔE = variação da energia quantizada; h = constante de Planck = 1 aq s; f = frequência de onda eletromagnética em hertz.

A energia vital varia entre 0,001 aq e 1.000 aq, o que se situa na faixa das ondas eletromagnéticas em frequências abaixo das ondas de rádio, sendo que o menor valor dessa quantização energética é um milésimo da unidade de aferição, a qual se chama aquarius, pela importância da água em todos os processos e fenômenos biológicos.

4) Valores da energia vital em cada sistema:

A unidade de energia vital foi denominada de aquarius, por analogia ao princípio de Pascal, mas também pela propriedade da água de memorizar seus valores, os quais estão entre 0,001 aq e 1.000 aq.

4.1) Energia vital nos sistemas atômicos:

E = 0,001 aq a 1.000 aq.

4.2) Energia vital nos sistemas moleculares:

E = 0,001 aq e 1.000 aq.

4.3) Energia vital dos sistemas citológicos:

E = 0,001 aq a 1.000 aq.

4.4) Energia vital no sistema solar:

E = 0,001 aq a 1.000 aq.

5) Energia vital na homeopatia:

O médico alemão Samuel Hahnemann, no século 19, adotou a concepção ternária do médico francês Paul Joseph Barthez do século 18, em subdividir o ser humano em corpo, alma pensante e princípio vital; ou seja, por alma deve ser entendida a mente, a psique. Neste sentido, o princípio vital vem a ser a unidade essencial do ser vivo, uma espécie de ponte unificadora entre a matéria corporal e o psiquismo abstrato.

Sejam alguns parágrafos do livro Organon da arte de curar, Hahanemann, cuja primeira edição foi publicada em 1810 e a sexta e última edição em 1921:

§ 9: “No estado de saúde do indivíduo reina, de modo absoluto, a força vital imaterial (autocrática) que anima o corpo material (organismo) de modo dinâmico, mantendo todas as suas partes em processo vital admiravelmente harmônico em suas sensações e funções, de maneira que nosso espírito racional que nele habita, possa servir-se livremente desse instrumento vivo e sadio para o mais elevado objetivo de nossa existência.”

§ 10: “… Somente o ser imaterial (princípio vital) que anima o organismo no estado saudável ou doente lhe confere toda a sensação e estimula suas funções vitais.”

§ 11: “O que é influência dinâmica, força dinâmica? Percebemos que a nossa Terra, por uma força secreta e invisível faz girar sua Lua em 28 dias e algumas horas e como, por sua vez a Lua, alternadamente, em horas fixas faz subir nossos mares do norte nas marés cheias e durante as mesmas horas novamente faz descer nas marés baixas (sem contar algumas diferenças por ocasião da Lua cheia e da lua nova)… … assemelhando-se à força de um imã quando atrai poderosamente um pedaço de ferro ou aço que esteja próximo.”

§ 16: “… os medicamentos podem restabelecer a saúde e a harmonia vital e, de fato, as restabelecem, somente através do efeito dinâmico sobre o princípio vital…”

§ 22 (nota): “… Por outro lado, conclui-se que, para a totalidade dos sintomas da doença a ser curada deve ser procurado o medicamento que evidenciou a maior tendência a produzir sintomas semelhantes ou contrários…” (E digo eu, semelhantes ou contrários no sentido de estarem na mesma direção, ou seja, no mesmo sentido ou em sentido contrário, mas na mesma direção, e não em direções diferentes como na alopatia).

§ 26: “… Uma afecção dinâmica mais fraca é extinta de modo duradouro no organismo vivo por outra mais forte, quando esta (embora de espécie diferente) seja muito semelhante àquela em suas manifestações…”

§ 78: “As verdadeiras doenças crônicas naturais são aquelas provenientes de um miasma crônico… …pois a constituição física mais robusta, o mais regrado modo de vida e a força vital de maior energia não têm condições de superá-las.”

§ 269: “… Mas há uma lei na natureza pela qual as mudanças fisiológicas e patogenéticas ocorrem no organismo vivo, por meio de forças capazes de alterar a matéria crua dos meios medicamentosos, pela trituração ou pela sucussão, porém, com a condição de interpor um veículo não medicamentoso (indiferente) em certas proporções.”

§ 269 (nota): “… Observa-se a mesma coisa numa barra de ferro e um bastão de aço na qual não se pode ignorar um vestígio adormecido da força magnética latente… …da mesma forma, a trituração de uma droga e a sucussão de sua diluição (dinamização, potenciação) desenvolverá sua força medicamentosa latente e a manifestará cada vez mais, desmaterializando mais a própria matéria, se é que se pode falar desse modo.”

6) Conclusão:

A energia vital se distribui proporcional e uniformemente por todo o universo.

Curitiba, 1º de abril de 2026

7) Bibliografia:

Google, Inteligência Artificial.

Venturelli, Paiva. – Dinamização in Vivo. Joinville – SC, Editora Letra Médica, 2004.

Venturelli, Paiva. – Teoria Bioquântica Astro-Atômica. Pouso Alegre – MG, Editora Sul das Geraes, 1995.

Dr. Paulo Venturelli