Energia

Energia vital

Força vital é o princípio dinâmico da vida, de modo que se possa definir energia vital como sendo o dinamismo biológico inerente aos seres dotados de vida.

1) Vitalismo:

Há uma doutrina na qual se infere a ocorrência de um fenômeno original e imprescindível na determinação da vitalidade de um organismo, que se manifesta de modo primordial na estruturação e no funcionamento sistêmico de cada ser vivo, o qual se definiu como sendo o fenômeno da energia vital.

A doutrina que admite a energia vital é o vitalismo.

Homeopatia é uma ciência médica e farmacêutica com fundamentos doutrinários vitalistas.

Se energia vital vem a ser o dinamismo intrínseco de cada ser vivo, é razoável que princípio vital seja o impulso inicial desta energia, ou seja, sua força inicial. Entretanto, em homeopatia não se costuma diferenciar força vital de energia vital, ou princípio vital de essência vital.

Neste estudo, todavia, o termo princípio vital tem o significado da força inicial que deflagra a existência viva de um ser, o qual se desenvolve de forma relativamente independente, autônoma e dinâmica através da energia vital.

1.1) A filosofia do vitalismo:

O vitalismo prosseguiu apenas como doutrina porque as ciência físicas, químicas e biológicas refutaram a ideia de uma força vital, desde o surgimento de substâncias orgânicas sintetizadas em laboratório.

A homeopatia é uma especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) desde 1980 pela resolução 1.000 (mil) daquele ano.

Embora haja muita contestação à prática homeopática, inclusive com intensos movimentos nacionais e internacionais que visam seu banimento completo das universidades, os estudos homeopáticos vem demonstrando sua eficiência no tratamento de diversas doenças.

Os estudos que corroboram a prática clínica da homeopatia no mundo são os mais diversos, alguns dos quais no Brasil vem sendo disponibilizados no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP).

1.2) A ciência do vitalismo:

O ressurgimento do vitalismo enquanto ciência requer um estudo racional da energia vital.

A medicina termodinâmica é uma proposta deste médico homeopata, inserida no estudo da homeopatia, que visa contribuir para a adoção do vitalismo como ciência, mas que tem o objetivo maior de oferecer novos recursos auxiliares à promoção da saúde, bem como ao diagnóstico e tratamento das doenças.

2) Fórmula termodinâmica da vitalidade:

ΔV = H + M

Onde: ΔV = variação de vitalidade; H = calor vital; M = metabolismo.

Quando: ΔV > 0 => aumento da vitalidade; ΔV < 0 => diminuição da vitalidade.

2.1) Sinais matemáticos da equação vital:

O sinal do termo de calor vital será positivo ou negativo, não em função do saldo das reações endotérmicas ou exotérmicas, mas sim na dependência da magnitude da entropia e de seu sinal sistêmico implícito. De modo semelhante, o sinal do termo metabólico será positivo ou negativo, não em função do saldo das transformações anabólicas ou catabólicas, mas sim na dependência da intensidade da entropia e de seu sinal implícito no sistema bioenergético.

Em conformidade com a premissa acima, os sinais matemáticos do calor vital, do metabolismo e, consequentemente, da variação de vitalidade, serão sinais matemáticos em função da variável implícita de entropia.

Embora a entropia venha a ser uma grandeza subjacente à equação termodinâmica da energia vital, ainda assim terá um peso determinante, porém inverso, no valor da variação de vitalidade. Ou seja, a vitalidade é uma grandeza mensurável de forma indireta em função da entropia biológica a qual, por sua vez, variará com os termos de calor e metabolismo.

A variação de vitalidade estará em função do calor vital e do metabolismo, de forma direta, mas de forma indireta é uma função da entropia. Quer dizer, o sinal positivo do calor vital promove um aumento da vitalidade e o sinal negativo a diminui, sendo que o mesmo acontece com o sinal do metabolismo, o positivo a aumenta e o negativo a diminui, mas com a entropia ocorre o contrário.

2.2) Unidades físicas da equação vital:

A unidade de energia é o aquarius (aq), a unidade de frequência é o hertz (Hz), a unidade de massa é a grama (g) ou miligrama (mg) ou o quilograma (kg), a unidade de comprimento é o metro (m) ou milímetro (mm) ou o centímetro (cm) e a unidade de volume é o litro (l) ou o mililitro (ml).

3) Definições sobre energia vital:

A diferença entre energia vital e energia livre é que no caso da vitalidade o calor apresenta um caráter ou comportamento quântico biológico, enquanto que o metabolismo manifesta um caráter ou comportamento relativístico biológico. Já no caso da energia livre a entalpia e a entropia possuem um caráter ou comportamento energético exclusivamente clássico ou newtoniano. No mais, o princípio é o mesmo, levando em conta que a temperatura seja relativamente constante nos sistemas homeotérmicos…

3.1) Equação resumida da energia vital:

De modo sucinto a energia vital (V) pode ser considerada como sendo a energia total do sistema biológico (E) menos a entropia sistêmica (S).

Ou seja:

V = E – S

Onde: V = energia vital; E = energia sistêmica total; S = entropia do sistema biológico.

Ou mais especificamente:

ΔV = ΔE – ΔS

Onde: ΔV = variação de vitalidade; ΔE = variação da energia total do sistema biológico; ΔS = variação da entropia biológica.

Ou ainda, de modo combinado:

ΔV = E – S

Onde: ΔV = variação de vitalidade; E = energia total do sistema vivente; S = entropia biológica sistêmica.

3.2) Outras equações:

a) A fórmula subsidiária do calor vital aplica a equação de Schrödinger independente do tempo:

H Ψ = E Ψ

Onde: H = operador quântico; Ψ = função de onda; E = energia.

b) A fórmula afluente do metabolismo interpõe a equação da relatividade de Einstein:

E = M c²

Onde: E = energia; M = massa relativística do fóton metabólico; c = velocidade da luz no vácuo.

c) A fórmula referente à incerteza de Heisenberg intercala a equação da constante de Planck sujeita aos postulados de Niels Bohr:

E = h f = Ei – Ef

Onde: E = energia; h = constante de Planck; f = frequência fotônica.

Ou ainda:

ΔE = h f

Onde: ΔE = variação da energia quantizada; h = constante de Planck = 1 aq s; f = frequência de onda eletromagnética quantizada.

4) Critérios bioquânticos:

Em suas reflexões sobre a força motriz do calor, no ano de 1824, Sadi Carnot descreve a analogia entre a diferença dos níveis de água dos moinhos, que são máquinas hídricas, com a diferença de temperatura das máquinas térmicas as quais, a propósito, funcionam classicamente com vapor de água.

Portanto, as máquinas de água fria funcionam com o fluxo indo de um nível mais alto a um nível mais baixo, assim como as máquinas a vapor funcionam com o fluxo indo de uma temperatura mais alta a uma temperatura mais baixa.

Por outro lado, a radiação térmica é emitida em virtude da variação de níveis quânticos…

Deste modo, é possível relacionar a variação dos níveis de água, ou de seu vapor, com os níveis quânticos de energia, sendo que essa relação pode ser feita entre os níveis de água das células com os níveis quânticos dos átomos.

A relação descrita acima é de natureza bioquântica.

Conforme descrito, registrado e publicado por este autor em 1995: “as células emitem água assim como os átomos emitem quantum”.

4.1) Critérios de sinergia metabólica:

Apesar do metabolismo ter um caráter relativístico, neste caso interessam as seguintes proprieadades: além da equivalência entre massa e energia há também a equivalência entre todas as formas de energia, ademais, a vitalidade unifica a teoria da relatividade com a mecânica quântica.

Assim, os parâmetros metabólicos da energia bioquântica na determinação da vitalidade são constitucionais, morfológicos, temperamentais e ontogenéticos, os quais devem ser avaliados pela linguagem repertorial do sistema, ou seja, em conformidade às suas respectivas rubricas.

A crescente entropia dos sistemas viventes, ou seja, a entropia biológica, corresponde a um aumento do calor que não realiza trabalho, concomitante a uma menor produção de calor vital pelo metabolismo, o que se traduz pela diminuição da água intracelular.

Em termos biológicos, se pudéssemos comparar o calor com um líquido, como fez Sadi Carnot, resgatando a ideia da época referente ao calórico, esse fluido seria a água intracelular.

4.2) Critérios quantitativos:

A quantidade de energia vital disponível a um sistema orgânico pode ser avaliada no balanço hídrico pela proporção direta de água nas suas células em tecidos íntegros ou relativamente preservados.

Quer dizer, a água intracelular define um parâmetro quantitativo de vitalidade.

Na verdade, a questão do balanço hídrico frente a entropia não é a perda imediata de água da eliminação pelos rins e pulmões ou aparelho digestivo, em condições fisiológicas ou patológicas, mas sim a relação que tem a energia com os critérios bioquânticos e metabólicos.

Neste sentido, é de se notar que uma máquina a vapor pode ter o rendimento aumentado pela combinação de transformações isotérmicas e adiabáticas, assim como um sistema orgânico poderia manter ou aumentar a vitalidade em condições homeotérmicas e relativamente “isocalóricas”, por assim dizer, em alusão à compensação adiabática.

Ainda em relação ao ciclo de Carnot, aquele cientista militar traçou um paralelo entre um sumidouro hídrico e uma fonte fria de escoamento do calor, assim, de modo semelhante, o esgotamento da energia vital ocorre com a redução da água intracelular devido à crescente entropia, o que poderia ser minimizado com a compensação isocalórica.

4.3) Critérios de entropia:

A energia tende a fluir no sentido do alto para baixo, do quente ao frio e do estado de hidratação ao estado de desidratação.

OBSERVAÇÃO: Os parâmetros de hidratação se referem ao estado quântico da água intracelular, o que não se confunde com edema ou intoxicação pela água.

4.4) Critérios ontogenéticos correspondentes:

O estado inicial de hidratação do zigoto é um parâmetro quantitativo de seu princípio vital.

E por ação da entropia, que é a direção inerente da energia, ou seu sentido, o que sobe desce, o que esquenta esfria e o que umedece seca…

As propriedades energéticas que estão presentes desde as etapas prévias de desenvolvimento orgânico do ser vivo que emerge, se transmitem como sua força existencial deflagradora, seu princípio vital próprio, um estado quântico característico e singular de seu fluido intrínseco.

Então o organismo que surge declina ao longo do tempo porque a entropia é a seta cronológica da energia.

Independente do método reprodutivo o novo organismo assimila a natureza de uma energia que sujeita os corpos às leis gravitacionais, o calor às leis da termodinâmica e o meio aquoso ao equilíbrio dinâmico.

5) Critérios relativísticos:

Assim como massa e energia em sistemas atômicos são permutáveis, de modo semelhante, em sistemas vivos biomassa e energia vital são mutuamente conversíveis.

OBSERVAÇÃO: A presente página não tem qualquer reconhecimento científico e se destina à apresentação de uma hipótese na medicina homeopática que possa ser útil ao diagnóstico e à prescrição.

Dr. Paulo Venturelli medicina integrativa em Curitiba